Oi gente, FELIZ ANO NOVO!!! Melhor ainda: #HappyNewSherlock. :) Não entendeu nada? Então deixa eu explicar: hoje, 01/01/2014, estreia na Inglaterra a 3ª temporada da série Sherlock! \o/ Antes de qualquer coisa quero pedir desculpas: 1. por demorar tanto tempo para lhe apresentar essa fantástica série; 2. por fazer você se viciar em uma série criada por Steven Motherfucking Moffat.
Em 2010, Sherlock estreou na televisão britânica e é baseada nos livros do escocês Sir Arthur Conan Doyle* que narra a história do detetive Sir Sherlock Holmes. A série foi criada por Steven Moffat (showrunner de Doctor Who) e Mark Gatiss e é protagonizada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como Dr. John Watson.
*Arthur Conan Doyle representa a Escócia no novo projeto literário do CC. Não conhece? Então clica aqui e fica por dentro. :)
Provavelmente você já deve conhecer essa fantástica série, mas se não vou te dar só três motivos simples e ultra eficientes que vão fazer você fazer uma maratona em tempo de conferir a estreia da terceira temporada. E se você acha que três motivos é pouco, isso acontece porque você ainda não conhece a qualidade de Sherlock.
Vem comigo!
1. Fidelidade ao cânone, mas sem perder a inovação e a liberdade criativa.
Esqueça os filmes estrelados por Robert Downey Jr. ou a série Elementary, em comparação com Sherlock da BBC esses trabalhos que apresentam versões controversas chegam a ser um insulto a obra de Conan Doyle. Só dois grandes fãs da obra de Arthur Conan Doyle para conseguir fazer o que Steven Moffat e Mark Gatiss conseguiram ao criar a série Sherlock.
Quem é fã do detetive mais famoso do mundo vai poder apreciar os 90 minutos de cada episódio cheio de referências respeitando o cânone (é isso mesmo, cada episódio tem 1h30min de duração, mas keep calm que cada temporada só tem 3 episódios, ou seja, uma maratona de Sherlock não é um bicho de sete cabeças!).
SH: O que é isso? JW: É o "Volta ao Mundo em 12 livros", novo projeto literário do CC. |
Feito por fãs para fãs Sherlock já é uma obra fantástica e diferente da maioria dos filmes, peças e séries anteriormente produzidos, mas o mais legal é que apesar de respeitar o cânone Moffat e Gatiss, espertos como são, conseguem manter sua liberdade criativa e fazem diversas inovações que agregam ainda mais valor a história.
A principal liberdade que Moffat e Gatiss tomaram foi esquecer a era vitoriana e situar Sherlock no século XXI. Essa mudança de ares é um dos grandes trunfos da série. SMS’s, blog, Twitter e e outros elementos comuns do nosso dia-a-dia agora também fazem parte da vida de Holmes e Dr. Watson, mas sem perder a relação com as estórias originais.
Outro bom exemplo de liberdade criativa, mas que não ofende os purista do cânone é a existência da personagem Molly Hooper, que originalmente não existe na obra de Conan Doylen, mas que agrega grande valor a série com sua relação conturbada (e essencial!!!) com o protagonista.
Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus... |
Só fã percebe as pequenas sutilezas... Moffat e Gatiss conseguiram perceber que o que torna as estórias de Holmes e Watson tão interessantes não são apenas as incríveis deduções, mas sim a relação de amizade que os dois tem. Esqueça Adam Levine e Blake Shelton do The Voice, o bromance mais lindo da TV atualmente é protagonizado por Sherlock e John, ou melhor dizendo, por Johnlock.
Desde o primeiro episódio é possível acompanhar a criação e crescimento da amizade entre Sherlock e John o que nós faz torcer pelos dois. Os olhares, apertos de mãos, votos de confiança e sacríficos são resultados das atuações primorosas e química única compartilhada por Martin Freeman (John) e Benedict Cumberbatch (Sherlock).
SPOILER! Clique por sua conta e risco.
Por sinal não é apenas as atuações primorosas de Freeman e Cumberbatch que fortalece a imagem do bromance, o roteiro também, é engraçado como até as namoradas de John acreditam que Johnlock é uma realidade. E falando em boas atuações parece que só os bons fazem parte da série, podemos até não reconhecer os rostinhos que aparecem na tela, mas cada ator e atriz ali tem uma boa reputação entre os britânicos por trabalhos anteriores, seja na TV ou no teatro.
3. Qualidade cinematográfica
Fotografia que abusa de interessantes recursos gráficos, como o conteúdo das SMS’s que aparecem flutuando ao lado de quem as escreve, e que dão um vislumbre do raciocínio de Holmes, utilização da The Phantom Camera, as famosas e caras câmeras de vídeo HD exclusivamente dedicadas para fotografia de alta velocidade - cerca de 750-1000 quadros por segundo - figurino grifado, trilha sonora surpreendente ~ PELOAMORDEDEUS O RINGTONE DE MORIARTY É “STAYING’ ALIVE” DO BEE GEES!!! ~ e tempo de tela maior que o convencional fazem com que os episódios de Sherlock pareçam filmes.
Mais o que garante mesmo a qualidade cinematográfica é o roteiro - sim, sou obcecada por roteiro porque eles são capazes de afundar ou salvar uma série, livro ou filme - cada frase proferida pelos personagens demonstra a grandiloquência do texto, o que garante um drama sólido, maduro e extremamente desafiador.
PS.1: “Brain is the new sexy” é um dos quotes geniais da série. Esse no caso é proferido pela vilã Irene Adler no primeiro episódio da segunda temporada.
PS.2: A série teve um piloto não exibido, considerado um dos mais caros da história, que desagradou tanto a BBC que mudou toda a estrutura da série e resultou em 3 episódios de 90 minutos.
PS.3: Tanto Sherlock (http://www.thescienceofdeduction.co.uk/), quanto John (http://www.johnwatsonblog.co.uk/) e Molly possuem blogs que servem de complemento a série. Vale muito gastar um tempo lendo os blogs, pois se eu não tivesse lido o blog da Molly (http://www.mollyhooper.co.uk/) jamais teria ficado sabendo que Moriarty (só o maior vilão das primeiras temporadas) é fã de Glee *.*
PS.4: SE VOCÊ NÃO PERCEBEU OS EASTER EGGS AO LONGO DO TEXTO SOBRE O PROJETO LITERÁRIO 2014 DO CONVERSA CULT ESTOU DEIXANDO A SUTILEZA DE LADO: CLICA AQUI! :)
Que tal começar 2014 em boa, inteligente e sexy companhia?
- elilyan andrade
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